A visita da ACBG ao Acre ocorreu no dia 16/07 na Fundação Hospitalar do Estado do Acre – Hospital do Câncer do Acre. As equipe da ACBG, representada pela gestora de projetos Maria Júlia Guedes e a estagiária Amanda Nunes foram recebidas na instituição pelo Dr. Melk, radioterapeuta e também Gerente Assistencial.

A equipe foi dirigida ao setor de quimioterapia infantil, único local disponível para realizar palestras e apresentações. As técnicas de enfermagem organizaram a sala, retirando as macas, e colocando cadeiras de plásticos e cadeiras para coleta de sangue para todos os convidados sentarem.  Após a chegada de todos os profissionais, ocorreu a distribuição de camisetas da Rede+Voz, fato que marcou a visita, pois todos ficaram muito felizes mostraram-se muito agradecidos pelo presente. 

Após a entrega das camisetas, o Dr Melk abriu a apresentação contando um pouco sobre o funcionamento do Hospital. Explicou, então, que o Hospital de Câncer é vinculado à Secretaria de Saúde do Estado do Acre, mas utiliza o registro da FUNDHACRE, pois não possui números o suficiente para ter o seu próprio registro. Eles não possuem uma equipe multidisciplinar e nem centro cirúrgico para tratar os pacientes com câncer de cabeça e pescoço, o que leva a encaminhar a maior parte dos pacientes para Porto Velho. Por ano, recebem cerca de 40 a 50 pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

Posterior a essa pequena introdução, a equipe da ACBG começou a apresentação institucional. A Amanda começou explicando sobre como a ACBG foi fundada, contando um pouco a motivação por trás da criação da Associação e sobre nossa missão e valores. Logo após, a Maria Júlia explicou sobre os nosso eixos de atuação, citando cada projeto e aprofundando no eixo de Advocacy, que é o coração pulsante da ACBG. Para finalizar, a Amanda explicou como fazer parte da nossa Associação, apresentou toda a equipe e agradeceu a presença de todos. 

 

 

 

 

 

 

Após a apresentação, a equipe ACBG tirou algumas dúvidas e interagiu com os profissionais. Os profissionais foram muito atenciosos e ficaram com folders e fichas de associados para entregar para os demais colegas que não estavam presente. 

Em seguida, o Dr. Melk explicou um pouco mais sobre alguns pontos interessantes a respeito da estrutura do Hospital. O Dr contou que o Hospital do Câncer do Acre é o único do estado, sendo que só há um cirurgião de cabeça e pescoço para atender toda a demanda no Acre. Ali na instituição, o cirurgião realiza 8 cirurgias por mês e os pacientes, na maioria das vezes, já se apresentam com um estágio da doença mais avançado. O tipo de câncer de cabeça e pescoço de maior incidência é o de orofaringe, entre 50 pacientes, 25 apresentam esse tipo de câncer. Devido a falta de médicos, acredita-se que a demanda seja reprimida, ou seja, há mais pacientes com câncer de cabeça e pescoço no estado, mas, infelizmente, não há estrutura e nem corpo clínico para atendê-los.

O Hospital do Câncer é habilitado como UNACON com serviço de radioterapia, porém a máquina está estragada há dois anos. Por coincidência, o Dr Melk recebeu a nova máquina, doada pelo Ministério da Saúde, no dia da nossa visita. Agora, o Hospital tem 60 dias para começar a utilização do equipamento.

 

 

Além disso, o Hospital não oferece nenhum tipo de reabilitação fonatória e nem próteses buco-maxilo-faciais. Estão disponíveis as quimioterapias venosas e orais, e, agora, as radioterapias convencionais e conformacionais. Os pacientes têm acesso na Instituição a exames de raio-x, tomografias computadorizadas, exames laboratoriais e biópsias de laringe via laringoscopia de suspensão. Não há grupos de pacientes e nem corais. 

Geralmente, o paciente espera de 15 a 20 dias para ser atendido pelo cirurgião de cabeça e pescoço e a FUNDHACRE oferece lanche enquanto o paciente está esperando pelo seu atendimento. 

Por fim, o Dr Melk fez uma visita guiada com a Maria Júlia e a Amanda pelas instalações do Hospital. Percebeu-se que o local era precário, não havia salas o suficiente para realizar consultas médicas e nem salas específicas para os pacientes serem medicados, todas as salas eram improvisadas e divididas por vários profissionais e pacientes ao mesmo tempo, pois o Hospital está com uma obra parada há dois anos. Apesar da precariedade da estrutura hospitalar, os profissionais mostram-se empenhados e engajados na luta por um melhor atendimento ao paciente.

 


 

No final da visita, a equipe da ACBG foi recebida pela Gerente Geral Áurea Freitas, que agradeceu pela nossa presença e força de vontade. E nos convidou para retornar em uma próxima oportunidade.

 

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